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terça-feira, 8 de maio de 2012

Crise nos Sindicatos são fruto da politicagem no MTE


Abaixo republicamos matéria do jornal "O Estado de São Paulo" em que se pode ler o tom de "Tijolaço" desferido pelo jovem deputado que ora assume o Ministério do Trabalho.
Chega falando em "sindicatos fantasmas" como se o MTE não fosse o principal responsavel por sindicatos que buscam estabelecer-se mas não conseguem crescer porque as pessoas pensam que somente é sindicato a organização que tem o tal registro sindical no MTE.
A maioria das pessoas deixa de compor a base de algumas categorias, caso do SINDJA,porque desconhecem a Constituição Federal e as sucessivas decisões do STJ e do STF quanto a formalização ou existência de um sindicato.
Na verdade o MTE so emite o registro sindical para os aliados do governo de plantão no país ou aos que,segundo denúncias,contribuem com altas somas de dinheiro para o partido que está responsável pela pasta do trabalho e emprego.
Quando caiu o grupo liderado pelo então secretário ministerial Osvaldo Bargas e depois quando da queda do ex ministro Carlos Lupi, muitas foram as denúncias de que no MTE somente sindicatos que pagassem o tal pedágio alcançariam receberem seus registros sindicais ou o que se chamava anteriormente de 'carta sindical'.
O SINDJA espera que esse novo ministro haja com retidão, lisura e inicie suas bravatas pelo cumprimento das sentenças judiciais que mandam o MTE consluir os registrso de muitso sindicatos e não somente do SINDJA.
O nosso sindicato tem sentença judicial que nunca foi cumprida pelo MTE, que sempre se faz de môco e vai burocraticamente burlando a lei e o DIREITO, A JUSTIÇA!
Falar em sindicatos fantasmas dizendo que não têm representatividade, antes se faz necessário que deixem de querer sufocar,matar, as manifestações verdadeiramente democráticas e independentes   que ocorrem em todo o Brasil,mas que não passam no crivo meramente politico desses artesãos que estão ocupando os poderes no Brasil desde que o PT conseguiu chegar à presidência da república.
Antes de sair acusando e deitando falácia contra quem se organiza ou busca organizar-se,mister faz-se que,sejam verdadeiramente democratas e republicanos, legalistas.
Na interpreteção do SINDJA,até que se prove ao contrário, a fala desse novo ministro é apenas mais uma saraivada de ameaças e um tijolaço intimidatório que lembra o estilo polêmico e populista do caudilho Leonel Brizola,marca do PDT e do ex ministro Carlos Lupi, que disse so sair do MTE se fosse à bala,mas acabou saindo mesmo foi pela porta dos fundos. 
Na verdade, as normas que enfraquecem sindicatos são as normas discricionárias e de cunho meramente politico, as quais são adotadas desde que o PT assumiu o governo federal neste país.
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          Na foto o Sr. Brizola Neto

 

  A matéria original de O Estadão, é essa a seguir: 


Brizola Neto quer regras para acabar com 'fábrica de sindicatos fantasmas'
Ministro do Trabalho afirma que normas em vigor enfraquecem a legitimidade dos sindicatos
08 de maio de 2012 | 18h 50

Anne Warth, da Agência Estado

BRASÍLIA - O ministro do Trabalho, Brizola Neto, disse nesta terça-feira, 8, que pretende criar novas regras para regulamentar o registro sindical. Em sua primeira reunião com lideranças de centrais sindicais, o ministro foi cobrado a respeito do assunto pelos dirigentes, que afirmam haver uma "fábrica de sindicatos" no País.
"Queremos acabar com a fábrica de sindicatos fantasmas, sem representatividade", disse o ministro, ressaltando que a falta de regras claras sobre a questão enfraquece a legitimidade de sindicatos "de lutas históricas". Somente no ano passado, o ministério recebeu pedidos para a criação de mais 1,2 mil sindicatos. De acordo com Brizola Neto, existem hoje quase dez mil sindicatos em todo o País.
O ministro destacou que atualmente a criação de sindicatos segue normas estabelecidas pela portaria 186 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Segundo ele, essa portaria permite a "subjetividade". "Queremos regras claras, sem a subjetividade muito grande. Queremos regras específicas para que o registro sindical siga um padrão", declarou o ministro do Trabalho.
Os sindicatos já criados não correm nenhum risco, assegurou o ministro. "O que está criado se mantém", disse ele, ressaltando que apenas a partir das novas regras é que haverá mudanças para novas entidades. Brizola Neto afirmou que receberá sugestões das centrais sindicais nos próximos 30 dias. Depois de agregar as propostas, ele pretende reunir novamente as centrais para discutir o assunto.
Brizola Neto reconheceu que o Ministério do Trabalho perdeu representatividade nos últimos anos. Ele foi cobrado dessa perda de espaço pelo presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique. "Nós dissemos que o Ministério do Trabalho tem um papel absolutamente importante de resgatar o protagonismo no sentido de construir propostas e intervir na realidade do mundo do trabalho", disse Artur Henrique.
O ministro concordou com a visão do líder sindical. "Eu acho que o Ministério do Trabalho deixou de participar da discussão de questões fundamentais como a desoneração da folha de pagamento e deslocamento da contribuição previdenciária para o faturamento, das mesas nacionais e do Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) também", afirmou o ministro, ressaltando que "certamente" resgatará a representatividade da Pasta.

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