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segunda-feira, 23 de abril de 2012

MOMENTO CULTURAL SINDJA

                                          MOMENTO CULTURAL SINDJA



O Sindja , recebe centenas de mensagens por semana. Dentre as muitas, algumas trazem coisas agradáveis de serem lidas,material de publicidade e divulgação de vários sites e empresas.
Dentre as recém chegadas a nossa diretoria selecionou estas abaixo, de autoria do jornalista e poeta Jose Raimundo de São Luis,Maranhão:





Segundo o antigo adágio, assim como dois obesos não se abraçam, “dois bicudos não se beijam”. Nem mesmo nesta terra de Vera Cruz onde o impossível acontece. Senão vejamos três exemplos atuais dessa tragicomédia, só para ilustrar o que estamos assegurando:

A guerra dos gazofilácios
Trata-se do entrevero entre o universal e o internacionalizados reinos do diabo, que deve ser o deus deles, pelo abarrotamento dos cofres avalistas das passagens do paraíso, coisa em que só acreditam aqueles divorciados do verdadeiro e único Deus para acreditarem na lábia mentirosa da vigarice evangélica desses que são os verdadeiros “sepulcros caiados” de que nos fala o Nazareno, alvos por fora e cheios de podridão por dentro onde ocultam suas verdadeiras e demoníacas malícias.

Detentores de fortunas milionárias sem retorno dos impostos que avassalam aqueles que verdadeiramente trabalham, imiscuem-se na política, para, junto com seus pares, empobrecerem ainda mais os miseráveis crédulos a quem impelem ao jejum para fartura de suas mesas com baixelas de ouro e prata; a quem reduzem à miséria dos casebres para fomento das construções faraônicas onde pronunciam, aos berros, aos gritos e em estridência insuportável, preces e cantos aos baal das profundezas.
É hora das autoridades ao menos imputarem a esses afanadores de dízimos um percentual a título de impostos para minimização da miséria que suas “igrejas” proporcionam.
E nada de atribuírem a doação voluntária, que esta é fruto de uma massificada lavagem cerebral acompanhada de “milagres” televisivos em horários quase que totais em algumas estações.

Mas Deus certamente há de roja-los no abismo, como Jesus aos demônios, para as trevas e o ranger de dentes. Franquia de igreja evangélica, francamente!… É o verdadeiro apocalipse!…



Segundo alguns historiadores, Átila, o rei dos hunos, mais conhecido como Flagelo de Deus, bárbaro conquistador do mundo de então, estava às portas de uma cidade que fatalmente destruiria em seu furor selvagem, quando lhe apareceu um dos generais do exército contrário que covarde e desertor, lhe propôs, em troca da própria vida, aliar-se a ele e conduzi-lo aos pontos vulneráveis da paliçada defensiva dos seus, facilitando assim mais uma vitória do grande huno.

Mirando-o com desprezo, Átila chamou dois soldados seus e ordenou que lhe cortassem a cabeça, retalhassem seu corpo e lançassem os pedaços no deserto para servir de alimento aos abutres. Segundo ele, o soldado que deserta da luta e alia-se ao adversário, mesmo para salvar a própria vida, não merece dó nem compaixão.

Lutar com honra e morrer com glória é o dever do verdadeiro combatente. Bárbaro e cruel ou justo e honrado?…

Preferimos não responder, mas se os princípios atilianos fossem aplicados nos dias de hoje, principalmente entre a classe política, os aterros das ribeiras estariam coalhados de cadáveres insepultos.

Até parece que os princípios éticos e morais dessa gente são meras figuras retóricas de chantagem das massas que ainda acreditam nas balelas desse ludíbrio.

Nem mesmo a lembrança dos feitos de certo general, tombado em combate, merece consideração, embora tenha sido à sua sombra que se impuseram alguns, na ocasião travestidos de valorosos e leais soldados, escondendo a autopatia latente e ora exposta. Nada de idealismos e pertinácia. Apenas a volúpia do compartilhamento das honras que nunca lhes couberam.

Despreparados e sem comando após a partida do comandante, ao invés de se aprestarem para novas batalhas em defesa da honra do seu exército, ei-los agachados e sorrelfos, promovendo a dissipação da tropa a quem diziam pertencer, com o intuito de entregam-na, sevandijas, ao adversário que supõem futuro vencedor, para, como anteriormente,apoderarem-se dos lucros de uma partilha que nem sabem se virá, quando melhor seria a escolha de um novo general, sem nódoas de conduta, em contraponto às manchas expostas do adversário, para então  todos juntos, uníssonos, lançarem-se  à refrega sob os toques antigos de novos clarins, que anunciariam, de forma gloriosa, a recondução da tropa aos campos de batalha.

E o velho general falecido certamente estaria entre eles, feliz pela felicidade de ver que o sonho não acabara! Que não se enganara na escolha dos seus! Pena que a verdade seja exatamente outra: os seus escolhidos, os que sempre se fartaram na sua mesa, hoje se voltam contra aqueles a quem deveriam respeitar, pelo respeito que juraram ter ao comandante.

Nada mais triste que constatar a veracidade do dito popular que sentencia: “a ausência do leão faz guariba dar risada”. Mas isso não deveria valer apenas no reino dos irracionais brutos, instintivos e sem sentimentos? Deveria!

No mais, dizer o que? Nada, que em casos assim o nada é muito mais que o tudo possível!
Em verdade, apesar de nossas flagrantes divergências, como gostaríamos que tudo isso fosse apenas um conto de bruxas, ou fruto modesto de modesta imaginação!…

 

http://www.gazetadailha.com.br/joseraimundo/

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